<T->
          Alegria de Saber
          Portugus -- 1 srie
          Ensino Fundamental
          
          Anina Fittipaldi
          Maria de Lourdes Russo
          Lucina Maria Marinho Passos

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
          -- 2007 --

<P>
          Copyright Anina Fittipaldi,
          Maria de Lourdes Russo e
          Lucina Maria Marinho Passos

          ISBN 85-262-5289-5

          Direo adjunta editorial:
          Aurelio Gonalves Filho
          Responsabilidade editorial:
          Suely Yukiko Mori Carvalho
          Roberta Lombardi Martins
          Edio:
          Rita Narciso Kawamata
          Ana Luiza Couto
          Assistncia editorial:
          Lidiane Vivaldini Olo

          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 -- 6 andar
          e andar intermedirio Ala B
          Freguesia do  -- 
          Cep 02909-900 
          So Paulo -- SP
          Tel.: (11) 3990-1810
          ~,www.scipione.com.br~,


                               I
<R+>
Sumrio

Segunda Parte

Unidade 4

Poesia a toda hora, todo 
  dia!

 Uma atividade diferente :::: 93
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 95
 "Lua crescente", de
  Alexandre Azevedo
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 96
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 97
 "Jardins", de Roseana 
  Murray
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 99
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 101
 "Descoberta", de Srgio 
  Capparelli
 Seguindo as pistas do 
  texto ::::::::::::::::::::: 102
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 102
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 104
 Roda de leitura :::::::::::: 105
 "Chuva", de Lusa Ducla 
  Soares;
 "Trovo -- corao", de 
  Maria Cndida Mendona; 
 "Tempestade", de Roseana 
  Murray
 Agora voc escreve ::::::::: 107
 Avaliando o texto :::::::::: 108
 Na ponta da lngua ::::::::: 108
 "O que  que eu vou ser?", 
  de Pedro Bandeira
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 110
 "Vento", de Lus Camargo
 Seguindo as pistas do 
  texto ::::::::::::::::::::: 111
 Trabalhando a oralidade :::: 112
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 113
 Divertimento ::::::::::::::: 114
 Texto dialoga com texto :::: 116
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 118
 Na ponta da lngua ::::::::: 120
 Agora voc escreve ::::::::: 123
 Avaliando o texto :::::::::: 125
 Uma atividade diferente :::: 125
<p>
                             III
 Unidade 5

Ei, bicho...

 Uma atividade diferente :::: 127
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 128
 "Tem bicho que gosta", de 
  Toni e Lase
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 129
 Agora voc escreve ::::::::: 130
 Avaliando o texto :::::::::: 130
 Trabalhando a oralidade :::: 131
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 136
 " o bicho", de Guto 
  Lins
 Seguindo as pistas do 
  texto ::::::::::::::::::::: 137
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 138
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 138
 Na ponta da lngua ::::::::: 139
 Curiosidade :::::::::::::::: 140
 Agora voc escreve ::::::::: 141
 Roda de leitura :::::::::::: 142
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 142
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 143
 Na ponta da lngua ::::::::: 146
 Textos do dia-a-dia :::::::: 147
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 149
 "A cigarra e a formiga", de
  Helena Chompr
 Seguindo as pistas do 
  texto ::::::::::::::::::::: 150
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 151
 Trabalhando a oralidade :::: 152
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 152
 Agora voc escreve ::::::::: 153
 Avaliando o texto :::::::::: 154
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 154
 Na ponta da lngua ::::::::: 156
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 157
 Uma atividade diferente :::: 159

Unidade 6

De p no cho

 Uma atividade diferente :::: 161
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 162
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 163
<p>
                                V
 Trabalhando a oralidade :::: 164
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 164
 Texto dialoga com texto :::: 166
 Divertimento ::::::::::::::: 168
 Na ponta da lngua ::::::::: 169
 Texto dialoga com texto :::: 170
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 175
 Trabalhando a oralidade :::: 176
 Agora voc escreve ::::::::: 176
 Avaliando o texto :::::::::: 177
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 177
 Divertimento ::::::::::::::: 178
 Roda de leitura :::::::::::: 180
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 182
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 183
 "Os carteiros", de Roseana 
  Murray
 Seguindo as pistas do 
  texto ::::::::::::::::::::: 184
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 185
 Trabalhando a oralidade :::: 186
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 187
 "Classificados poticos", de
  Roseana Murray
<p>
 Seguindo as pistas do 
  texto ::::::::::::::::::::: 188
 Discutindo as idias do 
  texto ::::::::::::::::::::: 189
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 189
 Trabalhando a oralidade :::: 189
 Uma atividade diferente :::: 191
<R+>

<79>
<Tale. saber 1 srie>
<T+93>
Unidade 4

Poesia a toda hora, todo dia!

  Nesta unidade, vamos brincar de muitos
jeitos com os sons, o ritmo, as imagens e a
emoo das palavras... lendo e escrevendo 
<F->
 P
  O
   E
    M
     A
      S!
<F+>

<80>
Uma atividade diferente

<R+>
1 Veja como as palavras neste texto foram dispostas de um jeito
diferente. Fique atento!

 A --
 _`[{as palavras asa, azul, casulo, casa, blusa foram dispostas em 
<p>
forma de borboleta_`]

Ferreira Gullar.
*Toda poesia*. Rio
de Janeiro:
Civilizao
Brasileira, 1985.

 B --
 _`[{partes de uma flor, formadas com frases e palavras -- 
 caule: "Nos meus olhos zumbiam mil abelhas e me fitavas detrs da cerca dos 
clios"; 
 ptalas: "bem me quer, mal me quer";
 miolo: "zum, zum, zum"_`]

"A primavera
endoideceu", de Srgio
Capparelli. In: Vera
Aguiar et al (Coord.).
*Poesia fora da estante*.
6. ed. Porto Alegre:
Projeto, 1999.
<R->

<81>
  Agora, troque idias com um colega:
<R+>
 a) Que desenhos os poemas A e B sugerem?
<p>
 b) Voc acha interessante escrever poemas desenhando com
palavras? Por qu?
<R->

Vamos ler 1

  Leia este poema e veja o que o
autor fez com as palavras para falar
da lua crescente!
  E voc, como falaria da lua de
uma maneira diferente e especial?

Lua crescente

 Va
 Ga
 Ro
 Sa
 Men
 Te
 Vem
 Surgindo
 A
 Lua
 Para
 Fi
 Nal
 Men
 Te
 Clarear
 Com
 Sua
 Luz
 A
 Tra
 En
 Te
 A
 Minha
 Rua!

<R+>
Alexandre Azevedo.
*Poeminhas fenomenais*.
So Paulo: 
  Atual, 2003.
<R->

<82>
Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. O que sugere essa forma de escrever o poema, com a maioria das
palavras em pedacinhos?
 2. Com qual palavra o autor caracteriza a luz da lua?
 3. O que a lua vai iluminar?
<p>
 4. O poema assim escrito consegue transmitir novas sensaes? Outros
sentimentos? Quais?
<R->

Vamos ler 2

 A --
 Flores passeiam
 no azul do dia,
 fabricam coloridos
 silncios
 como se fossem lenos
 de seda e ar.

<R+>
Roseana Murray. *Jardins*.
Rio de Janeiro: Manati, 2001.
<R->

<R+>
 1. As palavras do poema sugerem um ambiente. Que ambiente  esse?
 2. Que jeito a autora usou para falar desse ambiente?
<R->

<83>
<p>
  Observe a descrio da fotografia:
<R+>
 B --
 _`[{algumas pessoas passeando em um jardim pblico florido_`]

 3. O que mostra a foto?
 4. A fotografia apresenta uma
situao real ou imaginria?
<R->

  Observe tambm a descrio do quadro Mulheres no Jardim, do pintor 
Claude Monet:

<R+>
 C --
 _`[{algumas mulheres com roupas antigas, num jardim_`]

*Mulheres no jardim*, de Claude Monet.
<R->

<R+>
 5. Compare o poema, a fotografia
e o quadro:
  Marque A para poema, B para
fotografia e C para quadro.
 ( )  uma cena real que
mostra pessoas em um
jardim.
 ( )  uma cena em que as
formas e cores sugerem
pessoas em um jardim.
 ( ) As palavras transmitem
sentimentos e muita
imaginao na descrio
da natureza.
<R->

<84>
Detalhe puxa detalhe

<R+>
 1. Forme dupla com um colega e, juntos, experimentem brincar com 
as palavras. Veja estes exemplos:
  O Gato comeu
  Elefante
  Tubaro
<R->

  Agora, faa o mesmo com as palavras abaixo. Pense bem sobre o
significado de cada uma. Solte a imaginao!

 sol -- nuvem -- lua

<85>
<R+>
 2. Agora, oua o comando do professor e escreva o que vier  cabea!
<p>
  Seja rpido e use a imaginao!
 a) Escreva trs palavras que lembrem...
chuva
 b) O que voc faria se fosse...
  uma gota de chuva?
  uma rvore?
 c) O que voc falaria para...
  um guarda-chuva?
  uma trovoada?
 d) Escreva duas...
  palavras molhadas:
  palavras frias:
  palavras quentes:
<86>
 e) Combine as palavras e crie novas idias:
 chuva
 nuvens
 trovoada
 vento
 magrinho(a)
 zangado(a)
 fininho(a)
 alegre
<R->

  Agora, troque de
livro com um colega
e veja o que ele
escreveu.
  E ento, ele usou a
imaginao?

Vamos ler 3

  O poema a seguir fala de descobertas. Leia-o e fique sabendo quais
so elas.

Descoberta

 Ao bosque fui,
 Sim, eu fui l
 E tinha vontade
 De nada achar.

 Uma florzinha
 Avistei ento
 Brilho de estrela
 Na minha mo.

 Eu quis colh-la
 E a ouvi falar:
 "Se tu me quebras
 Eu vou murchar".

 Com toda raiz
 A flor puxei
 E ao meu jardim
 Ento a levei.
<p>
 
 Logo plantei
 Em um canteiro
 E ela floresce
 O ano inteiro.

<R+>
Srgio Capparelli.
*Tigres no quintal*.
Porto Alegre: Kuarup, 1989.
<R->

<87>
Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Leia estas palavras:
 ento mo canteiro inteiro
  Na leitura dessas palavras, existem sons que se repetem? Quais?
 2. Copie do texto outras palavras com sons finais que se repetem.
 3. Com o professor, releia o texto. Observe o ritmo dado  leitura.

Discutindo as idias do texto

 1. O que chamou a ateno do poeta no bosque?
 2. O que ele sentiu ao ver a flor? Destaque a resposta certa.
 a) medo
 b) dvida
 c) encantamento

 3. Copie do texto a parte que mostra esse sentimento.
 4. Releia a fala da flor:
 Se tu me quebras
 Eu vou murchar
  O que fez o poeta para que isso no acontecesse?
<88>
 5. O poema apresenta duas descobertas. Quais so elas?

 6. Destaque as respostas certas, de acordo com o poema:
 a) O poema mostra, de uma forma potica, como se planta uma flor.
 b) O poema se parece com uma notcia de jornal.
 c) O poema foi escrito com bastante ritmo.
<p>
 d) Cada parte desse poema  um pargrafo.
<R->

Detalhe puxa detalhe

  Voc sabe que o texto "Descoberta", de Srgio Capparelli,  um 
*poema*.
  Faa o que se pede e descubra de que  feito um poema.
<R+>
 a) Um poema  feito de versos. Verso  cada linha do poema.
  Destaque de azul o primeiro e o ltimo verso do poema.
  Quantos versos ele tem?
 b) Os versos se agrupam e formam conjuntos. O conjunto de versos
de um poema chama-se *estrofe*. Em alguns poemas, as estrofes so
separadas por um espao em branco.
  Pinte de vermelho cada espao entre as estrofes.
  Quantas estrofes tem o poema?
 c) Em alguns poemas, existem sons semelhantes que se repetem no
final das palavras. Como se chama essa repetio de sons?
  Converse com o professor e, depois, responda.
<R->

<89>
Roda de leitura

  Nesta roda de leitura, voc vai ler poemas sobre a natureza.
  Depois, converse com os colegas e o professor sobre o que achou
interessante nesses textos: as rimas, o ritmo, as imagens usadas para 
falar
poeticamente sobre a natureza...

Chuva

 Cai a chuva, ploc, ploc
 corre a chuva, ploc, ploc
 como um cavalo a galope.

 Enche a rua, pls, pls
 esconde a lua, pls, pls
 e leva as folhas atrs.

 Risca os vidros, truz, truz
 molha os gatos, truz, truz
 e at apaga a luz.
<p>
 
 Parte as flores, plim, plim
 maa a gente, plim, plim
 parece no ter mais fim.

<R+>
Lusa Ducla Soares. In: Maria Antonieta
Pires e Maria da Graa Veloso.
*Portugus aqui e ali*. Lisboa: Pltano, s. d.
<R->

Trovo -- corao

 Bem longe... bem longe...
 estala o trovo.

 Bem perto... bem perto...
 bate o meu corao.

 O trovo  o corao do cu
 quando est zangado.

 Que bate to forte
 que fica assustado...

<R+>
Maria Cndida Mendona. In: Alda
Beraldo. *Trabalhando com poesia*. So
Paulo: tica, 1990.
<p>
Tempestade

 O vento vento com voz de trovo
 acende um claro de medo no meu corao.
 Ser que j vem tempestade?
 Ser que vai inundar a cidade?
 Mas que bom! Caiu s uma chuva

 fininha e o vento grosso se transformou
 numa brisa pequenininha.
 O vento ventinho com voz de sininho
 Faz um carinho no meu corao.

Roseana Murray. *Fardo de carinho*.
Rio de Janeiro: Civilizao Brasileira, 1977.
<R->

<90>
Agora voc escreve

  Em grupo, escreva com seus colegas um poema sobre a natureza. O
ttulo e o primeiro verso j foram escritos. Cada colega cria um verso
e dita para o grupo. Depois de pronto, o grupo l o poema para a classe.

O Sol

  Amarelinho, douradinho

Avaliando o texto

<R+>
 1. O poema foi escrito em versos?
 2. As palavras do poema rimam entre si?
 3. O poema mexe com a imaginao de quem o l?
<R->

Na ponta da lngua

  E por falar em
imaginao... voc j
pensou no que vai
ser quando crescer?
  Tem muita gente
pensando nisso...
Leia o texto!

<91>
O que  que eu vou ser?

 Bete quer ser bailarina,
 Z quer ser aviador.
 Carlos vai plantar batata,
 Juca quer ser um ator.

 Camila gosta de msica.
 Patrcia quer desenhar.
 Uma vai pegando o lpis,
 a outra pe-se a cantar.

 Mas eu no sei se vou ser
 poeta, doutora ou atriz.
 Hoje eu s sei uma coisa:
 quero ser muito feliz!

<R+>
Pedro Bandeira. *Por enquanto eu sou
pequeno*. So Paulo: Moderna, 2002.
<R->

  No poema, vemos os nomes de diversas profisses. Cada um quer
ser uma coisa... E se Bete e Z quisessem trocar seus sonhos, como
ficaria o texto?

Agora, observe:
 escritor -- escritora
 pai      -- me
 cidado  -- cidad

<R+>
 Com a ajuda do professor, continue a lista de nomes no feminino.
 a) prncipe .....
 b) genro .....
 c) cunhado .....
 d) filho .....
 e) padrinho .....
 f) tio .....
 g) compadre .....
 h) irmo .....
<R->

<92>
Vamos ler 4

  Ler poemas  uma atividade que envolve emoo e sensibilidade.
  Enquanto seu professor l este poema, feche os olhos. Imagine o vento
soprando...

Vento

 O vento
 venta
 e inventa
 mil maneiras de inventar:
<p>
 
 venta fraco,
 venta forte,
 venta gostoso
 feito um beijo antes de dormir.

 Se enrola
 feito um gato
 (Ai, que sono!).

 De repente
 acorda
 e roda feito um rodamoinho.

<R+>
Lus Camargo. *O cata-vento e o ventilador*.
So Paulo: FTD, 1986.
<R->

Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Voc sabe o que querem dizer as palavras brisa, vendaval e rodamoinho?
Converse com o professor.
 2. Que letra se repete nas duas primeiras estrofes do poema?
<93>
<p>
 3. O que sugere a repetio dessa letra?

 4. Copie do poema:
 a) o verso que fala da brisa;
 b) o verso que fala do vendaval.

5. A linguagem potica faz uma srie de associaes de idias.
 a) Que versos lembram a idia de um rodamoinho?
 b) Que verso lembra um vento gostoso?
<R->

Trabalhando a oralidade

  E declamar um poema? Como ser?

  *Declamar*  falar com ritmo,
musicalidade.  recitar com bastante
entonao. Antes de declamar um
poema,  preciso l-lo com
expressividade uma, duas, trs vezes.
<p>
  Vamos declamar?
  Em casa, ensaie a leitura do poema "O
vento" e, depois, declame-o para a classe.

Ateno  fala e  escrita

<R+>
 1. Preste ateno no s da palavra poesia. Como se pronuncia essa letra?

 2. Agora observe a letra s em outras palavras:
 silncio pensamento passeio
  Nessas palavras, a letra s est em diferentes posies. Qual  seu som?

 3. Encontre em jornais e revistas outras palavras escritas com a letra s, em
diferentes posies.
  Em uma folha de papel, copie as palavras pesquisadas. Prenda-a no mural
da sala de aula.
 4. Que tal organizar um ditado com essas palavras? O professor dita e a classe anota no bloquinho.

<95>
Divertimento

 1. Voc acha que s h poemas com assuntos srios?
  Ento leia este.

O ar (o vento)

 Estou vivo mas no tenho corpo
 Por isso  que eu no tenho forma
 Peso eu tambm no tenho
 No tenho cor.

 Quando sou fraco
 Me chamo brisa
 E se assobio
 Isso  comum
 Quando sou forte
 Me chamo vento
 Quando sou cheiro
 Me chamo pum!

Vinicius de Moraes.
*A arca de No*.
Companhia das Letras, 1991.
<p>
 2. Leia a tirinha:

_`[{um menino olha pela janela e diz:
  -- Me! olha s que chuva! No d pra ir  escola!
  -- T legal! pode ir brincar com o cachorro!
  -- ba!
  No ltimo quadrinho aparece o Cachorro em cima de telhado, 
jogando gua com uma mangueira_`]

*Folhinha*, 23 abr. 1994.
<R->

  O que faz essa tirinha ser engraada? Comente com os colegas.

<96>
<p>
Texto dialoga com texto

  Estes textos tambm falam de chuva. Ser que todos so poemas?
  Leia e confira:

<R+>
 A --
 Chuva em rima

 Gosto da chuva mansa
 e at de tempestade,
 com relmpago e trovo
 Por incrvel que parea
 me causam muita emoo.

 S no gosto do momento
 de um terrvel casamento:
 chuva brava e muito vento!
 Isso sim  que  tormento!
 ()

Cristina Porto. *Serafina sem rotina*.
So Paulo: tica, 1994.
<p>
 B --
 Tempo

 Nublado e com chuva
 em grande parte do dia.

Infotempo. UOL.
Acesso em 22 set. 2004.
Previso do tempo para Rio Branco
(AC) em 22 set. 2004.

 C --
 Tempestade 1. Agitao violenta da
atmosfera, s vezes acompanhada de
chuvas, troves etc.; temporal. ()

*Mni Aurlio*.
Curitiba: Posigraf, 2004.

<97>
 1. Qual dos textos  um poema? Como voc descobriu?

 2. Destaque:
 a) o texto que mostra de forma potica a tempestade.
 b) o texto que d informaes sobre a tempestade.
 c) o texto que apresenta os vrios significados da palavra tempestade.

 3. De qual obra cada texto foi extrado? Escreva a letra correspondente.
 a) Infotempo. UOL.
 b) *Mni Aurlio*. Curitiba: Posigraf, 2004.
 c) Cristina Porto. *Serafina sem rotina*. So Paulo: tica, 1994. A

Detalhe puxa detalhe

 1. Quando no sabemos o que quer dizer uma palavra, o que devemos
fazer? Consultar um livro especial, que traz os muitos significados que
uma palavra pode ter.
  Descubra o nome desse livro, respondendo a adivinhao.
<R->

 O que , o que ?
 Tem corpo de papel.
  pesado, grosso e mudo.
 Tem capa e no sai na chuva.
 E sabe o nome de tudo.
  o .....

 Popular

<98>
<R+>
 2. Veja agora esta tirinha da Mafalda:

_`[{mafalda observa seu pai, que coloca um dicionrio na estante, 
aps rpida consulta e diz: "Desse jeito voc nunca vai terminar 
de ler um livro to grasso!"_`]
  
Quino. *Toda Mafalda*. So Paulo: Martins Fontes, 2000.
<R->

  Voc acha que o dicionrio  um livro como os outros, para ser lido inteirinho? Converse com o professor.
<p>
Na ponta da lngua

<R+>
 1. Observe as palavras da capa de um livro e responda. 
    Mni Aurlio
    6 edio revista e atualizada
    O Dicionrio da Lngua Portuguesa 
    Editora Positivo
 a) Qual  o nome do livro?
 b) Quem  o autor?
  Converse com o professor.
<R->

  O dicionrio  feito de muitos verbetes. *Verbete*  o conjunto de significados de uma palavra.

<99>
<R+>
 2. Esta  uma das pginas do livro:

 -- T 
 tor.men.ta sf. 1. Temporal violento. 2. Desordem, agitao.
 tor.men.to sm. 1. Ato ou efeito de atormentar(-se). 2. Tortura (1).
 tor.men.to.so () adj. Que causa tormento(s). [Pl.: -tosos ().]
 tor.na.do sm. Met. Tempestade que se caracteriza por grande nuvem 
negra que se prolonga em forma de cone invertido, o qual, girando 
em alta velocidade, desce at a superfcie, onde destelha casas, 
arranca rvores, etc.
 a) Quantos significados da palavra
*tormento* o verbete apresenta?
 b) Escreva um sinnimo para a
palavra *tormento*, de acordo com
o dicionrio:

 3. A palavra *tormenta* est antes
ou depois da palavra
*tormento*?
 4. Existe alguma ordem para a
arrumao das palavras no dicionrio?
  Converse com o professor.
<p>
 5. Vamos organizar?
 a) Em que ordem estas palavras aparecem no dicionrio?
  vento  cu  nuvens
 1 .....
 2 .....
 3 .....
  Pista: Aqui voc compara a 1 letra das palavras.
<100>
 b) E estas palavras? Em que ordem aparecem?
  chuva  casamento  cu
 1 .....
 2 .....
 3 .....
  Pista: Aqui voc compara a 1 e a 2 letras das palavras.
 c) E as seguintes palavras?
  terrvel  tempestade  telhado
  Qual seria a pista?
  Como voc organizaria essas palavras?
 1 .....
 2 .....
 3 .....

6. D sua opinio:
<R->
  Voc acha que o dicionrio possui uma linguagem potica? Por qu?

<101>
Agora voc escreve

  Fazer poesia  ser livre para imaginar tudo o que quiser...
<R+>
 1. Dicionrio potico
  Este dicionrio  diferente. Por qu? Descubra:

 A --
 Aulas: perodo de interrupo das frias.

 B --
 Berro: o som produzido pelo martelo quando bate no dedo da gente.

Jos Paulo Paes. *Poemas para brincar*. So Paulo: tica, 1994.
<R->

  Em dupla, complete o dicionrio do poeta Jos Paulo Paes. 
Escolha uma palavra para cada letra do alfabeto; em seguida, 
invente uma definio bem criativa para explicar essa palavra, que 
brinque com situaes curiosas, engraadas, poticas... Anote 
tudo.

<R+>
2. Idia puxa idia!
 a) Leia o texto abaixo com ateno e acrescente mais idias a ele,
escrevendo trs versos.
 Nuvem; isso me faz pensar em sonho.
 Sonho; isso me faz pensar em brincadeiras.
 Brincadeiras; isso me faz pensar...
<102>
 b) Em dupla, leiam o incio do poema abaixo e continuem completando
at terminarem as linhas.
 Quando comea o dia
 o sol aparece.
 Quando o sol aparece
<p>
 eu comeo a rir.
 Quando eu comeo a rir,

Mabel Condemarn, Viviana 
  Galdames,
Alejandra Medina. *Oficina de linguagem*.
Trad. Marylene Pinto Michael. So Paulo:
Moderna, 1995. (Texto adaptado.)
<R->

Avaliando o texto

  Os textos ficaram interessantes? Vocs usaram bastante a imaginao e criaram versos diferentes? A linguagem ficou potica?

Uma atividade diferente

  Vamos organizar um sarau de poesias na classe?
  Marquem o dia e o horrio do sarau. Cada um deve escolher um
poema nos livros da biblioteca ou de sua casa e procurar num dicionrio
as palavras desconhecidas, para apreci-lo ainda mais. Ensaiem a leitura do
poema, para declam-lo no sarau.
  Na hora da declamao, seria timo colocar um fundo musical. 
Conversem com o professor sobre isso e boa festa!

          oooooooooooo
<103>
<p>
Unidade 5

Ei, bicho...

  Pelo ttulo da unidade,  fcil descobrir que o tema... so os bichos!
  Voc gosta de bichos? Quer saber mais sobre a vida de algum deles (como vive, que alimentos come, como se
  protege...)? Qual?
  Escolha com a classe um animal que todos queiram conhecer. 
  Anote, tudo o que voc quer saber!

Uma atividade diferente

O que , o que ...

 1 --
  verde
 E no  planta, 
 Fala
 E no  gente?
 .....

 2 --
  difcil de catar
 Muito embora no parea 
 Bota ovo, no tem pena
 E anda com os ps na cabea?
 .....

 3 --
 Tem lombo de porco 
 Tem orelha de porco 
 Tem costela de porco
 Mesmo assim no  porco?
 .....

Adivinhas populares

  Quem souber que fale outra... Que tal criar mais adivinhas com bichinhos?

<105>
Vamos ler 1

  Este poema fala do que alguns bichos gostam...  um texto diferente, pois o nome do animal no est escrito; voc tem de usar a imaginao!

 Tem bicho que gosta...
 de tomar sol
 de uivar para a lua (...) 
 de correr de pijama (...)

<R+>
Toni e Lase. *Tem bicho que gosta*... So Paulo: Z, 2003.

Discutindo as idias do texto

 1. Complete:
   Quem sou eu?
  Gosto de tomar sol...
  Sou o ja.....

 Gosto de uivar...
 Sou o lo.....

 Tenho listras pelo corpo...
 Sou a ze.....

 2. O que voc achou do texto? Gostou? Ficou interessante o jeito usado pelos autores para escrever? Por qu? Converse com os colegas.
<R->

<106>
Agora voc escreve

  Inspire-se no texto lido e crie, com um colega, um poema parecido. Siga as etapas:
<R+>
 a) Pense em quatro animais.
 b) Escolha alguma caracterstica desses animais (um hbito, o modo de se movimentar ou de se expressar...) que lhe agrade.
 c) Agora produza o texto. Siga estes passos, completando o bloquinho. 
<R->
  -- escreva s a caracterstica escolhida, sem mencionar o nome do animal;
  Veja o modelo.
  Tem bicho que gosta de se enroscar no p da gente

  Leia o texto produzido para um colega. Ele ter de adivinhar qual  o animalzinho.

<107>
Avaliando o texto

<R+>
 1. Seu colega descobriu o bicho pelas caractersticas que voc apresentou ou ele precisou ver o desenho?
 2. Verifique se todas as palavras do texto foram escritas corretamente.

Trabalhando a oralidade

 1. Que tal preparar a leitura da letra da cano abaixo? Dividam-se em dois grupos: um grupo l o refro, e o outro, os versos sobre os animais. Vejam quantas curiosidades sobre os animais aparecem na letra.
<R->

Tem bicho

 Refro:
 Tem bicho que dorme em p
 Tem bicho que dorme deitado
 Tem bicho que dorme at,
 dorme at sentado

 Cavalo dorme em p
 Leo dorme deitado
 O galo  que  
 Dorme empoleirado

(Refro)
 A zebra dorme em p 
 Leoa dorme deitada
 A cobra  o que 
 Dorme enrolada

(Refro)
 Elefante dorme em p
 Cachorro dorme deitado
 Morcego  o que 
 Dorme pendurado
 
 (Refro)
 O homem  que 
 Dorme at sentado

 Cantiga popular

  Que coisas novas voc descobriu nessa letra? Converse com os colegas.

<108>
<R+>
 2. Alm das cantigas populares, o povo brasileiro expressa suas idias em parlendas, frases feitas e ditados populares. Voc sabe o que  isso? Leia!
 a) Parlendas -- so versos para brincar.

  Parlenda

 -- Cad o toucinho que estava aqui?
 -- O gato comeu. 
 -- Cad o gato? 
 -- Fugiu pro mato. 
 -- Cad o mato?
 -- O fogo queimou.
 -- Cad o fogo?
 -- A gua apagou.
 -- Cad a gua?
 -- O boi bebeu.
 -- Cad o boi?
 -- Est amassando trigo. 
 -- Cad o trigo?
 -- A galinha espalhou. 
 -- Cad a galinha?
 -- Est botando ovo.
<p>
 -- Cad o ovo?
 -- Quebrou.

Theodora M. M. de Almeida (Coord.). *Quem canta seus males espanta*. So Paulo: Caramelo, 2000.
<R->

<109>
  Observe os dois tipos de sinais de pontuao usados no texto. Quais
so eles? Que entonao eles exigem?
  Leia com bastante entonao as perguntas e respostas.
  A seguir, com um colega, decore a parlenda e apresente-a para a classe: um faz as perguntas e o outro responde.
  Quem errar paga uma prenda!
 
<R+>
 b) *Frases feitas* -- so frases que o povo diz e que, geralmente, possuem dois sentidos.
<R->

 Matar cachorro a grito.
 
  Tente descobrir com a classe o outro sentido das seguintes frases feitas: 
  Ficar com a pulga atrs da orelha.
  Dar n em pingo d'gua.

  Converse tambm com um adulto de sua casa sobre o que significam essas frases feitas. Traga as respostas para a classe e apresente-as aos colegas.
 
<R+>
 c) Ditados populares -- so frases que trazem um conselho para as pessoas, com base na sabedoria popular. Exemplo:
  De gro em gro, a galinha enche o papo.
<R->

  Conselho: Quem trabalha aos poucos, com persistncia, chega aonde deseja.

<110>
  Destaque o conselho destes ditados: 
<R+>
 Quem no tem co, caa com gato.
 a) Cada um deve se virar como puder. 
 b)  bom ter sempre um gato em casa.

 Em boca fechada no entra mosquito.
 a) Alguns mosquitos transmitem doenas; fique de boca fechada. 
 b) No se deve falar demais.
<R->

Vamos ler 2

  Guto Lins aproveitou um trava-lngua muito conhecido, algumas frases citas, ditados populares e grias para escrever um poema.
  O ttulo do poema . " o bicho". Voc acha que esse ttulo pode ter dois sentidos? Confira a seguir.

<111>
<R+>
 o bicho

 O rato roeu a roupa do rei de Roma.
 E deu o maior bode.
 Rei Leo ficou uma fera,
 No queria engolir mosca.
 Mandou a coruja abrir o olho
 E o jacar abrir a boca. (...)
 Todo bicho vai falar!
 Todo mundo vai ter que abrir o bico! (...) 
 A pintou uma gata,
 Arrastou asa pro rei
 E ele caiu de quatro.
 At comprou roupa nova,
 Ficou o maior barato.
 O rei tirou o grilo da cuca...
 E a bicharada cantou aliviada:
 -- Calma que o leo  manso!
 Nosso rei  legal paca!
 --  isso a, bicho!

Guto Lins. * o bicho*. Rio de Janeiro: Ediouro, 1994.

Seguindo as pistas do texto

 1. Destaque a resposta que indica o outro sentido de cada frase:
 a) E deu o maior bode.
  Aconteceu uma grande confuso.
  Um bode apareceu.
<p>
 b) Mandou a coruja abrir o olho
  A coruja era dorminhoca.
  A coruja foi obrigada pelo rei a ficar muito atenta.

 2. Voc gostou desse jeito de contar histrias, aproveitando outros textos conhecidos? Converse com os colegas.

<112>
Discutindo as idias do texto

 1 Encontre, no poema, o trava-lngua que voc j conhece.
 2. Qual era a preocupao do Rei Leo?
 3. Quem resolveu o problema do rei?
 4. Que expresso caracteriza o rei no final da histria?
<R->

Ateno  fala e  escrita

<R+>
 1. Leia a ltima frase do texto.
  H duas palavras acentuadas
  na frase. Quais so elas?
<p>
 2. Agora, compare com esta outra frase:
  Ai, o cachorro me mordeu e me arranhou.
  Explique a diferena de pronncia e de sentido das palavras /e, a/ai.
<R>

Na ponta da lngua

<R+>
 1. Releia a frase:
   isso a, bicho!
 a) Observe o sinal que est entre as palavras a e bicho.
<113>
 b) Pea ao professor que tambm releia a frase. O que voc percebeu nessa leitura?
<R->

  O nome desse sinal de pontuao  *vrgula*.

<R+>
 2. Agora, use a vrgula nas frases abaixo, depois da leitura do professor.
 a)  isso a Maria!  
 b)  isso a Colega!  
 c) Menino  isso a.

3. Conclua com o professor:
  Nas frases que voc pontuou, a vrgula foi usada para .....
<R->

Curiosidade

  Voc sabe quanto tempo vive um avestruz? 
Um elefante? Uma aranha-caranguejeira?
  Troque idias com um colega. De acordo com o grfico 
abaixo, qual bicho vive mais? E qual vive menos?

<R+>
Quanto vive cada bicho
 (em mdia, em cativeiro)

 avestruz -- 60 anos
 elefante -- 50 anos
 hipoptamo -- 40 anos
 chimpanz -- 40 anos
 arara -- 40 anos
 tigre -- 20 anos
 iguana -- 20 anos
 lobo-guar -- 14 anos
<p>
 cobra coral -- 10 anos
 aranha-caranguejeira --  anos

Revista Veja KID +, 1999, Abril.
<R->

<114>
Agora voc escreve

  Com a classe, escreva um texto informativo sobre o tempo de vida dos animais. 
Utilize as informaes do grfico e outras que voc souber.

  O *texto informativo* apresenta informaes sobre determinado
assunto.

  Depois de pronto, copie o texto em seu caderno e ilustre-o com fotografias ou desenhos.
  A classe escolhe um aluno para ler o texto em voz alta. Os demais 
prestam ateno e verificam se foram usadas todas as informaes do 
grfico.

Roda de leitura

  Esta ser uma roda diferente: de fotografias.
  Com os colegas, observe os detalhes das fotos: as cores, local onde foi
fotografado...
  H algo curioso: as fotografias tm um ttulo engraado. Conversem e
tentem explic-lo.

<R+>
_`[{foto 1: um macaco pensativo. Ttulo: Pensando no almoo;
 Foto 2: um cachorro numa prancha de surf. Ttulo: Campeo.
 Foto 3: dois pingins de asas abertas. Ttulo: Aula de Ginstica.
 Foto 4: alguns pssaros pousados nas costas de uma girafa. Ttulo: Epa!_`]
<R->

<115>
Vamos ler 3

  O texto que voc vai ler apresenta algumas informaes sobre as cigarras. Trata-se de um texto informativo. Voc j viu alguma cigarra? Pegou nela?

 A --
  A cigarra  um inseto grande, que pode chegar at 70 milmetros de comprimento. Uma 
das caractersticas marcantes das cigarras  o canto emitido pelo macho. Cada 
espcie tem um canto especial que  produzido em uma rea perto do abdmen. O 
canto das cigarras  alto e pode ser ouvido a uma boa distncia.

<R+>
*Grande Enciclopdia Larousse Cultural*. Nova Cultural, 1998. (Texto adaptado.)

Discutindo as idias do texto

 1. Com a ajuda do professor, faa uma lista das informaes que o texto apresenta.
 2. Na sua opinio, qual foi a informao mais interessante?
<R->

<116>
<p>
  Agora, voc vai ler um poema que tambm fala de cigarras. 
  Observe as diferenas entre o texto informativo, j lido, e este:

<R+>
 B --
 Cantigas por um passarinho  toa

 Ouvi de perto
 No final do dia
 A algazarra das cigarras.
 Elas fizeram farra
 At morrer.
 Elas estouraram dentro dos sons.

Manoel de Barros.
*Cantigas por um passarinho  toa*.
Rio de Janeiro: Record, 2003.

Discutindo as idias do texto

1. Complete, de acordo com o texto:
 Ttulo: .....
 Autor: .....
 Tema do poema: .....

 2. O que o autor aproveitou da vida das cigarras para fazer o poema? 
  Destaque as respostas certas.
 a) O barulho que as cigarras fazem.
 b) A vida curta das cigarras.
 c) O barulho incomodando as pessoas.

<117>
 3. Leia em voz alta:
 algazarra
 cigarras
 farra
 a) Que som se repete nessas palavras?
 b) O que essa repetio sugere?

 4. Que palavras do texto mostram atitudes de pessoas e no de animais?
 5. O que voc percebeu de diferente entre o texto informativo e o poema lido? Converse com o professor.
<p>
 6. Volte aos textos A e B. A seguir, destaque as respostas certas: 
 a) O texto informativo est dividido em pargrafos.
 b) O poema  apresentado em versos.
 c) Pargrafos e versos so a mesma coisa.
 d) No poema, existem rimas em algumas palavras, o que d um ritmo especial.
<R->

Na ponta da lngua

  Quando voc est escrevendo e a linha acaba bem no meio de uma palavra, o que voc faz? Escreve a palavra toda na outra linha ou divide a palavra?
  Converse com um colega.
<118>
  Agora, como voc separaria as palavras do quadro? Uma dica: pronuncie cada uma delas em voz alta.
 a) cigarra 
 b) passarinho 
 c) porco
<p>
  Para dividir uma palavra, devemos levar em conta como a pronunciamos.
Cada "pedao" que pronunciamos da palavra chama-se *slaba*.

Textos do dia-a-dia

  E as formigas, voc sabe como vivem? Uma forma interessante 
descobrir  assistindo a filmes sobre o assunto. Voc j viu algum? 
Se puder, pegue na locadora! Veja alguns comentrios sobre os filmes 
*Formiguinhaz* e Vida de inseto* e sobre o documentrio *Microcosmos* a seguir.

<119>
 Microcosmos
  As formigas no documentrio levam folhas enormes nas "costas". Sabia que uma sava pode levantar 14 vezes o seu peso? Quer dizer que uma formiga  to forte que, se fosse um homem adulto, conseguiria segurar um Ford Ka!

 Formiguinhaz
  A colnia de formigas  obrigada a trabalhar dia e noite na construo de um tnel. No podem nem perguntar para que vai servir o tal do tnel. As formigas operrias de verdade tambm esto acostumadas a ralar muito para manter o formigueiro em ordem.

 Vida de inseto
  As formigas buscam e guardam folhas e gros durante todo o inverno. E esse vai-e-vem no  brincadeira, no: a caminhada de uma formiga real durante um s dia corresponderia a voc ir a p de So Paulo a Buenos Aires!

<R+>
Revista Veja Kid +, n.o 4, nov. 1998, Abril.

 1. Os textos trazem algumas curiosidades sobre as formigas. Copie:
 a) o trecho que mostra a fora da formiga;
 b) O trecho que mostra que as formigas trabalham muito;
 c) O trecho que informa em que poca as formigas guardam seus gros.

 2. Qual informao sobre as formigas voc achou mais interessante? Por qu?
<R->

<120>
Vamos ler 4

  Agora, voc vai ler uma fbula. Preste ateno na leitura para depois descobrir qual  a moral dessa fbula!

  *Fbula*  uma histria em que as personagens so animais ou
objetos que agem e falam como pessoas. Traz tambm um fundo moral,
uma lio de vida.

A cigarra e a formiga

  A cigarra cantou todo o vero. No trabalhou.
Ficou sem dinheiro, sem nenhum tosto.
  No inverno, foi pedir comida  formiga.
 -- Amiga formiga, me d um pouco de comida?
 -- No vero, o que voc fazia?
 -- Eu cantava, noite e dia.
 -- Muito bem, pois agora cante tambm!

<R+>
 Iduna Mont'Alverne Chaves, Sylvia de Castro, Tnia Cozzi e Helena
Chompr. *Quem quiser que conte outra*. Rio de Janeiro: Jos Olympio,
1999. (Adaptao da fbula de La Fontaine.)

Seguindo as pistas do texto

 1. Destaque no texto os pargrafos em que o narrador conta a histria.
 2. Copie uma fala do texto que indique um pedido.
 3. O que quer dizer a expresso "muito bem", no final da fbula?
 4. Escreva uma frase com a expresso "muito bem" indicando um elogio.

<121>
Discutindo as idias do texto

 1. O que fez a cigarra durante o vero?
 2. E a formiga? O que fez durante o vero? Essa informao est no texto?
 3. Voc acha que a formiga foi amiga da cigarra? Por qu?

 4. Qual  a moral dessa fbula? Destaque a resposta certa: 
 a) As pessoas s devem se divertir.
 b) As pessoas devem trabalhar e se divertir.
 c) As pessoas devem trabalhar sem parar.

 5. Que conselho voc daria  cigarra, para que essa situao no se repetisse?
<R->
<p>
Trabalhando a oralidade

  Observe a pergunta:

  A cigarra ou a formiga?
  Qual das duas tinha razo?

  Agora, a classe vai dar sua opinio. Organizem um debate sobre qual
bichinho est certo. O professor vai formar trs grupos: um grupo defende a formiga; outro, a cigarra; o ltimo decide quem defendeu melhor.
  Vamos preparar a defesa da formiga e da cigarra?

<122>
Detalhe puxa detalhe

  Lembra-se das anotaes feitas, no incio da unidade, sobre o 
animal que a classe queria conhecer? Retome as perguntas e planeje 
com professor uma visita  biblioteca da escola ou de sua cidade. L, voc vai encontrar vrios livros sobre animais, que podero ajud-lo na pesquisa. Converse com seu professor e pea ajuda  bibliotecria. Anote em uma folha de papel tudo o que encontrar sobre esse bicho...

Agora voc escreve

<R+>
1. Numa folha  parte, voc vai escrever, com um colega, um relatrio sobre o animal pesquisado.
<R->

  *Relatrio*  um texto que apresenta uma exposio
pormenorizada de um assunto pesquisado ou de um fato observado
bem como as concluses a que se chegou.

<R+>
 a) No primeiro pargrafo, escreva as caractersticas desse animal.
 b) No segundo pargrafo, copie das suas anotaes as curiosidades encontradas.
 c) No terceiro pargrafo, fale sobre o que voc aprendeu. D um ttulo
ao texto. Leia o relatrio para o professor e fixe-o no mural, onde todos possam l-lo.

Avaliando o texto

 a) O relatrio apresenta um ttulo?
 b) O assunto dos pargrafos est de acordo com as orientaes? 
 c) O texto do relatrio mostra as informaes obtidas na pesquisa?
<R->

<123>
Texto do dia-a-dia

  Voc j leu um texto de jornal? Sabe o nome de algum jornal da sua cidade? J reparou que, na primeira pgina, aparece um ttulo em destaque, bem grande?  a manchete.
  Observe esta manchete de jornal, bem como a foto e a legenda que a acompanham.

<R+>
Aps 30 anos de trabalho, diminui o risco de extino dos micos-lees

_`[{foto: dois micos-lees_`]
 Legenda: Uma fmea e seu filhote:
nmero de micos passou de 70 para 1.200.

*O Globo*, 19 nov. 2003.
<R->

<R+>
 1. O que quer dizer a palavra extino? Converse com o professor.
 2. A notcia traz, ainda, uma foto com legenda.
<R->

  *Legenda*  um texto que acompanha uma fotografia ou imagem,
explicando-a.

<R+>
 a) Localize, na legenda, a palavra fmea.
  O que quer dizer essa palavra? Converse com o professor.
 b) Qual  a palavra que indica o contrrio de fmea? Destaque a resposta certa:
 mulher -- macho -- menino

<124>
3. Converse com um colega e responda: qual  o assunto da manchete?
 4. H quantos anos trabalha-se para que os micos-lees no desapaream?
 5. De acordo com a manchete, o perigo de extino dos micos acabou?
 6. Na sua opinio, o que se deve fazer para que os micos-lees no sejam extintos?
<R->

Na ponta da lngua

  Observe os pares de animais:
 pato -- sapo
 pata -- sapa
  Agora, compare com estes:
 mico-leo macho -- mico-leo fmea 
 cobra macho -- cobra fmea
  O que voc pode concluir? Converse com o professor.

<125>
  Que tal escrever o nome do par de cada animal abaixo?
 a) O jacar macho
 b) O macaco
 c) A formiga macho
 d) O rato

  Pea ao professor que mostre outros pares de animais.

Detalhe puxa detalhe

  Voc sabe o que  uma lei? Como ela deve ser escrita? Este texto, publicado na revista 
*Cincia Hoje das Crianas*, apresenta uma lei que protege os animais. Veja:
<R->

  Assim como os humanos, os bichos tambm tm seus direitos. Para garanti-las, foi criada a Declarao Universal dos Direitos dos Animais. Confira agora um trecho dessa declarao:

<R+>
ARTIGO I
 Todos os animais nascem iguais e tm o mesmo direito  vida.
<p>
ARTIGO II
 a) Cada animal tem direito ao respeito.
 b) O homem no pode exterminar outros animais ou explor-los. 
 c) Cada animal tem direito  cura e  proteo do homem.

 ARTIGO III
 a) Nenhum animal ser submetido a maus-tratos e atos cruis.

 ARTIGO IV
 a) Cada animal tem o direito de viver livre no seu ambiente natural
terrestre, areo ou aqutico e tem o direito de reproduzir-se. 
  (...)

*Cincia Hoje das Crianas*, n.o 133, mar. 2003. (Texto adaptado.)

<126>
 1. A lei mostra, indiretamente, o que os homens esto fazendo contra 
os animais. Cite algumas dessas aes.
 2. Escreva uma mensagem aos homens para que deixem de maltratar os 
animais. Depois, apresente-a para a classe.
<R->

Uma atividade diferente

  Que tal transformar a sala em uma floresta?
  Decore-a com papel crepom verde e
marrom, criando rvores e plantas. Voc e
seus colegas sero os animais da floresta.
  Em um pedao de cartolina, recorte o
contorno do seu rosto e faa buracos na
altura dos olhos.
  Com material variado (tinta, linha, boto,
palito, barbante...), decore a mscara de acordo
com o bicho que voc quer ser.
  Depois, prenda a mscara no rosto com elstico
ou barbante e prepare-se para entrar na floresta!
  Cada colega fala o bicho que quer ser, apresenta 
suas caractersticas e diz uma frase sobre ele. Depois, 
o professor coloca msica e a sala vira uma floresta musical!
  Voc tambm poder brincar com seus amigos no ptio da
escola. Cada um coloca sua mscara e imita o animal que escolheu.
  Se na sua cidade houver um zoolgico, planeje
uma visita a ele. Voc vai ver muitos bichos de pertinho.
  Divirta-se!

               oooooooooooo

<127>
<p>
Unidade 6

De p no cho

  Como voc entende o ttulo desta
unidade? Ser que  s ficar de p no
cho de casa, da escola ou da rua?
   isso e um pouco mais. Esta unidade
discute um tema importante: o espao.
  So vrios os espaos que podemos
considerar: a rua, o bairro, o mundo...
Vamos aprender que  preciso cuidar
com carinho dos espaos onde vivemos.

<128>
Uma atividade diferente

<R+>
 1 Feche os olhos... Pense na rua onde voc mora... O que voc v?
Como ela ? O que existe nela: cinema, padaria, supermercado, igreja,
quitanda?
 2 A seguir, observe a descrio do desenho.  uma rua qualquer, mas poderia
ser uma rua do seu bairro, no? Destaque na descrio o que existe na
sua rua.

_`[{um bosque, uma casa na esquina, uma loja e um edifcio de apartamentos_`]

 3 Agora, complete com elementos que sua rua possui
ou escreva como  sua rua. Mostre para seus colegas.
<R->
  Compare com um colega que mora na
mesma rua que voc, ou no mesmo bairro.

<129>
Vamos ler 1
 
  Voc conhece o Senninha? Ele
 uma personagem inspirada em
um famoso piloto de automveis:
Ayrton Senna.
  Que tal conhecer o bairro em
que o Senninha mora? Voc sabe
alguma coisa sobre ele? Converse
com o professor.

<R+>
_`[{um capacete verde e amarelo, acima do desenho de uma movimentada cidade de crianas, fala_`]
  Este  o bairro onde mora o Senninha, um garoto apaixonado pelo automobilismo. 
Aqui, a gente vive o nosso dia-a-dia de alegrias e conflitos, com muito humor, aventura e fantasia.

Revista *Senninha e sua turma* n.o 33, 1996, Abril Jovem.
<R->

Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. No desenho, o balo est indicando uma fala. Quem est
falando?
 2. Por que o Senninha no aparece?
 3. Repare nas cores do capacete. O que elas sugerem a voc?
 4. Releia:
  Este  o bairro onde mora o Senninha (...).
  Voc sabe o que  um bairro? Converse com o professor.
<p>
 5. Compare esse bairro com o seu. O que voc encontra de diferente
entre eles?
<R->

<130>
Trabalhando a oralidade

  Com seus colegas de classe, organize, com recortes de jornais e revistas,
um painel sobre os esportes e os dolos de que vocs mais gostam. No se
esqueam de fazer legendas para as fotos escolhidas.
  Quando o painel estiver pronto, cada um falar um pouco sobre ele.

Texto do dia-a-dia

  A notcia que voc vai ler mostra uma situao de violncia em uma
rua da cidade do Rio de Janeiro.
  E sua rua?  calma? Agitada? Violenta? Converse com os colegas e oua
o depoimento deles.
<p>
Sossego do Graja  coisa 
  do passado

 Visconde de Santa Isabel
 o alvo n.o 1 dos ladres
  Hilka Telles

  A arquiteta C. M. B., de 51
anos, abandonou o casaro da
Rua Visconde de Santa Isabel,
onde foi criada, e contratou
seguranas para vigiar o
imvel at que seja vendido.
C.  uma entre dezenas de
vtimas de assaltos a
residncias no Graja, onde a
tranqilidade foi substituda
por balas perdidas, invases de
casas, assaltos nas ruas e
roubos de carros.

<R+>
*O Globo*, Rio de Janeiro, 3 jun. 1995.
<R->

<131>
<R+>
 1. Lendo a manchete da notcia, voc
entende que o Graja  um bairro
agitado? Por qu?
<p>
 2. Qual  o problema da rua Visconde de
Santa Isabel?
 3. O que aconteceu com a arquiteta C. M. B.?
 4. Por que no aparece o nome da arquiteta
escrito por extenso?
 5. De acordo com a notcia, descreva a rua
onde a arquiteta morava.
<R->

  *Descrever*  dar as caractersticas de
uma pessoa, objeto ou situao.

<132>
Texto dialoga com texto

<R+>
 A --
 Minha rua

 Minha querida e alegre rua
 fica linda em noite de lua.
 No  avenida principal,
 mas isto no faz mal.
 Mesmo assim ela  superlegal!
 Adoro andar sobre ela,
 caminhar,
<p>
 andar, principalmente em noite de luar.

Texto de aluno da 2 srie do Colgio Oga
Mit, do Rio de Janeiro, produzido em
atividade escolar em maio de 1992.
<R->

 B --
 Uma rua como aquela

  Era uma rua sem sada, muito simptica e limpa, de
calada to estreita como uma passarela. Quem ali entrava,
se no fosse morador, era para fazer visita ou entregar
encomendas. Assim no havia gente transitando, nem
automveis em disparada, um sossego para as mes daquela
rua sem sada.

<R+>
Luclia Junqueira de Almeida Prado. *Uma rua como aquela*. Rio de Janeiro: Record. s.d.
<R->

<R+>
 1. As ruas dos dois textos so parecidas? Em qu?

 2. Encontre, nos textos, palavras que caracterizam as ruas:
 a) "Minha rua":
 b) "Uma rua como aquela":

 3. No texto A, existem duas palavras que indicam aes e que possuem
sentidos parecidos. Quais so essas palavras?
<R->

<133>
Divertimento

Jogo dos contrrios

  Na pracinha do bairro, h trs imagens contrrias. Uma delas j est
destacada. Descubra as outras.

<R+>
_`[{pracinha do bairro: um homem de guarda-chuva fechado e uma mulher de 
guarda-chuva aberto; um menino alto joga bola com um menino baixo; 
outro menino corre sorrindo; uma menina deixou virar o baldinho de 
areia e est chorando_`]
 1) guarda-chuva aberto, guarda-chuva fechado;
 2) .....
 3) .....
<R->

Na ponta da lngua

  Veja: 
 rua bonita _ bairro sossegado
 rua linda  _ bairro tranqilo

<R+>
 1. Escolha uma das palavras entre parnteses para completar a frase abaixo.
  As palavras bonita/linda e sossegado/tranqilo possuem sentidos
(parecidos/contrrios). So sinnimos.

 2. Agora, observe:
 rua bonita _ bairro sossegado
 rua feia   _ bairro agitado
<R->

  As palavras bonita/feia e sossegado/agitado possuem sentidos
(parecidos/contrrios). So antnimos.

<134>
Texto dialoga com texto

  Leia esta letra de uma cantiga
popular escrita h muito tempo e,
depois, cante-a com os colegas.

 A --
 Nesta rua

 Se esta rua
 Se esta rua fosse minha
 Eu mandava
 Eu mandava ladrilhar
 Com pedrinhas
 Com pedrinhas de brilhantes
 Para o meu
 Para o meu amor passar

 Nesta rua
 Nesta rua tem um bosque
 Que se chama
 Que se chama Solido
 Dentro dele
 Dentro dele mora um anjo
 Que roubou
 Que roubou meu corao
<p>
 
 Se eu roubei
 Se eu roubei teu corao
 Tu roubaste
 Tu roubaste o meu tambm
 Se eu roubei
 Se eu roubei teu corao
  porque
  porque te quero bem.

Cantiga popular

<R+>
 1. Observe que, no poema, existe uma pessoa que fala e outra que
responde. Destaque a resposta certa:
 a) Quem est falando nas duas primeiras estrofes?
  O dono da rua. 
  Uma pessoa apaixonada.
 b) Quem  o anjo que mora no bosque e responde na ltima estrofe?
  Um anjo qualquer. 
  A pessoa amada.

<135>
<p>
 2. O que a pessoa apaixonada gostaria de fazer para o seu amor?
 3. Retire da primeira estrofe versos que mostrem isso.
 4. Agora, preparem-se para cantar a msica: os meninos cantam a
primeira e a segunda estrofes e as meninas cantam a terceira estrofe.
  Veja como a autora Ftima Miguez aproveita, no seu poema, a msica "Se
essa rua fosse minha", mostrando de forma potica as ruas de antigamente.

 B --
 Paisagens da infncia

 Uma cantiga,
 to antiga,
 devolve o sonho
 de duas amigas
 na roda da vida
 a recordar:
 "Se essa rua, se essa rua fosse minha
 Eu mandava, eu mandava ladrilhar.
 Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes.
 S pra ver, s pra ver meu bem passar".

 O tempo passou.
 A rua mudou
 a paisagem da infncia.
 Por que caladas to
 acanhadas?
 Por que ruas to vastas,
 to gastas de sonhos?
 Carros, buzinas, fumaas
 afastam, embaam
 a passagem da criana
 na calada, na praa,
 no meio da rua,
 no meio da roda,
 no meio da dana.
 Ainda h esperana
 da roda no meio da rua,
 da criana no meio da roda,
<p>
 no meio da rua,
 livre e sua?

Ftima Miguez. *Paisagens da infncia*.
Rio de Janeiro: Zeus, 2003.

<136>
 1. Qual  a estrofe que repete um trecho da cantiga popular?

 2. Releia:
  Por que caladas to acanhadas?
  Por que ruas to vastas (...)
 a) Que sinnimo voc daria para a palavra acanhadas, de acordo com
o texto? Destaque as respostas certas:
 diminudas 
 envergonhadas 
 sujas
  Explique para os colegas o porqu de suas respostas.
 b) Voc pode considerar que, no poema, as palavras acanhadas e
vastas so antnimas? Por qu? Converse com o professor.
<p>
 3. Como o poema descreve as ruas de hoje?
<137>
 4. As crianas podem brincar nas ruas
atuais? Por qu?
 5. O sentimento que se destaca no poema  de muita saudade das ruas
de antigamente. Entretanto, existe um outro sentimento. Qual?
  Copie do poema os versos que mostram essa resposta.
<R->

Ateno  fala e  escrita

  No poema, existem muitas palavras escritas com .
Volte ao texto e copie essas palavras:
  A seguir, observe:
 moa   aude  _ doce   cidade
 praa  poo   _ cebola circo
 acar almoo _ aceso  focinho

  O que voc e o professor podem concluir sobre a escrita de palavras
com ?

<138>
<p>
Trabalhando a oralidade

  Que tal entrevistar
moradores antigos da sua rua
e saber como ela era
antigamente?
  A classe elabora trs
perguntas e as crianas
dividem-se em grupos -- de
acordo com a rua onde
moram -- para entrevistar
diferentes pessoas.
  Com base nas respostas,
os grupos desenham, em uma
folha de papel, a rua como
era antigamente. Depois,
mostram o desenho e as
respostas obtidas na
entrevista para toda a classe.
  No final, o professor organiza um mural com os desenhos e as
entrevistas.

Agora voc escreve

  Aproveite o resultado das entrevistas e a letra da msica "Se essa rua
fosse minha" para escrever, com a classe, um poema sobre a rua da sua
escola. Quais suas caractersticas? Que sentimento ela provoca em vocs?
  Soltem a imaginao e bom trabalho!
  Registrem o poema que vocs produzirem em uma cartolina.

<139>
Avaliando o texto

  Releia o poema que a classe escreveu pensando nas seguintes questes:
<R+>
 a) Vocs deram um ttulo a ele?
 b) Os versos tm rimas?
 c) O poema usa uma linguagem potica, que mexe com a imaginao
de quem o l?

Detalhe puxa detalhe

 1. Leia com ateno a legenda de uma foto: 
  Sacos de lixo abertos na rua pem em risco a sade dos moradores.
  O que quer dizer essa legenda? Converse com os colegas.

 2. Com um colega, converse sobre o que est errado nas fotos abaixo.
  Depois, produzam uma legenda para cada foto.

_`[{foto a: Uma criana dormindo na rua, coberta com pedaos de papelo;
 Foto b: um trecho de floresta todo queimado_`]
<R->

  Enquanto uma dupla l as legendas que escreveu para a classe, os demais
colegas verificam se foi mencionado o problema de cada foto.

<140>
Divertimento

  Liliana Iacocca e Michele Iacocca escreveram um livro chamado
Mo e contramo -- a aventura do trnsito.
  Voc sabe o que  uma aventura? Voc acha que o trnsito  uma
aventura? Converse com o professor sobre quais so os problemas
que geralmente acontecem no trnsito.
  Com um colega, observe esta ilustrao sobre o trnsito.
  Descubra os erros, isto , as infraes que as pessoas e os 
veculos esto cometendo. Ao todo, so doze infraes. Destaque-as.
  Depois, confira as respostas (esto no final da pgina).

<R+>
_`[{um cruzamento muito movimentado: pedestres, carros, nibus,
motos, bicicletas..._`]
<R->
 :::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
  Respostas:
 pedestre: desrespeita o sinal fechado:
 ciclista: dirige escutando walkman;
 motociclista: est sem capacete;
 carro marrom: placa dianteira est solta;
 carro verde: transporta criana no banco dianteiro e sem cinto de segurana;
 carro vermelho: faz converso proibida;
 txi: pra sobre a faixa de pedestres;
 camionete: motorista dirige sem cinto de segurana; 
 kombi: limpador de pra-brisa est quebrado; 
 van: desembarca passageiros em local proibido; 
 nibus: solta fumaa preta;
 caminho: motorista dirige com o brao fora da janela.  
<R->

<R+>
Liliana e Michele Iacocca.
*Mo e contramo -- a aventura do trnsito*. So Paulo: tica, 1999.
<R->

<141>
  Deixe no bloquinho um conselho para crianas ou adultos que andam
pelas ruas.

Roda de leitura

  Nesta roda de leitura, voc vai levantar hipteses e tentar descobrir o
que cada placa de trnsito informa. Observe as cores, os desenhos... Discuta
com os colegas. Depois, confira com o professor.

<R+>
Placas de regulamentao

_`[{placas nas cores vermelha e branca:
 1) a palavra PARE;
 2) desenho de uma bicicleta e um trao vermelho, inclinado;
 3) a letra E e um trao vermelho inclinado;
 4) desenho de uma buzina e um trao vermelho inclinado;
 5) o desenho de um homem e um trao vermelho inclinado_`]

Placas de advertncia
 _`[{Placas nas cores amarela e preta:
 1) o desenho de um boi;
 2) o desenho de uma mulher e uma criana. Abaixo, a indicao: a 200 m;
 3) o desenho de um homem_`]
<R->

<142>
Detalhe puxa detalhe

  Voc j prestou
ateno nas placas que
informam o nome das
ruas? Sabe dizer todas as
informaes contidas
nessas placas? Observe:

<F->
!::::::::::::::::::::::::::
l  Rua Joaquim Antunes  _
l  93 a 31               _
l  CADLOG 10518-0      _
l  CEP 05415            _
h::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
1. Responda:
 a) Qual  o nome da rua?
 b) Observe que existem nmeros abaixo do nome da rua.
Converse com o professor sobre o quer dizer essa numerao.

 2. Em algumas placas de rua, voc encontra alguns nmeros depois
das letrinhas CEP.
  Voc sabe o que  o CEP?
  Qual sua utilidade? Converse
com o professor.
 3. Existe um profissional que
anda pelas ruas, levando
cartas para as pessoas.
  Sabe quem ?
  Escreva o nome
dessa profisso:
<R->

<143>
Vamos ler 2

  A escritora Roseana Murray tem um livro, chamado *Artes e ofcios*,
que fala sobre algumas profisses de uma forma bastante potica.
  Observe o que ela escreve sobre o carteiro:

Os carteiros

 Abrir uma carta,
 O corao batendo,
  precioso ritual.
 O que ter dentro?
 Um convite, um aviso,
 Uma palavra de amor
 Que atravessou oceanos
 Para sussurrar em meu ouvido?
<p>
 
 So como conchas as cartas,
 Guardam o barulho do mar,
 O ar das montanhas.
 Para mim os carteiros
 So quase sagrados,
 Unicrnios ou magos
 No meio dessa vida barulhenta.

<R+>
Roseana Murray. *Artes e ofcios*. So Paulo: FTD, 2000.

Seguindo as pistas do texto

 1. O que querem dizer as palavras ritual, sussurrar e sagrados?
  Com um colega, procure-as no dicionrio e anote a resposta.

<144>
2. Releia:

 "Uma palavra de amor
 Que atravessou oceanos
 Para sussurrar em meu ouvido?"
 
 a) Reescreva o ltimo verso, substituindo a palavra sussurrar pelo seu
antnimo.
 b) Com essa substituio, o verso manteve o tom potico?

Discutindo as idias do texto

 1. O poema mostra toda a emoo sentida por algum que recebe uma
carta. Copie os versos do poema que mostram essa emoo.
 2. Marque com um X as alternativas que explicam a comparao entre as
cartas e as conchas:
 a) As cartas so como as conchas do mar.
 b) As cartas ficam dentro das conchas como as pessoas ficam no mar.
 c) As pessoas no sabem o que est escrito nas cartas como
tambm no sabem o que as conchas tm em seu interior.

 3. E os carteiros, so comparados a qu?
<p>
 4. Voc acha que essa comparao torna o
texto potico? Por qu?

<145>
Trabalhando a oralidade

 1. Observe a ilustrao:
 _`[{o Planeta Terra rodeado de nuvens escuras; um navio soltando 
fumaa; um grupo de edifcios gigantescos; uma fbrica soltando fumaa 
pelas chamins; uma antena parablica; a fumaa de um foguete espacial; 
uma usina hidroeltrica; o rastro de fumaa de um avio_`]

  Essa ilustrao mostra um mundo onde voc gostaria de viver?
 2. E voc, como v o mundo? Vamos fazer uma atividade para descobrir.
  O professor dividir o quadro em trs partes. Voc dir coisas ruins que
existem no mundo ou coisas legais, alm de melhorias que devem ser
feitas. O professor anotar tudo no quadro.
 3. Que tal organizar um mural? Copiem as frases numa folha de papel
e coloquem-na no corredor do colgio (ou em algum lugar bem
visvel). Assim, todos conhecero a opinio da classe sobre o mundo
em que vivemos.
<R->

<146>
Vamos ler 3

  Neste texto, um menino quer esperana...

<R+>
 Menino que mora num planeta 
 azul feito a cauda de um cometa 
 quer se corresponder com algum
 de outra galxia.
 Neste planeta onde o menino mora 
 as coisas no vo to bem assim: 
 o azul est ficando desbotado 
 e os homens brincam de guerra.
  s apertar um boto 
 que o planeta Terra vai pelos ares
 Ento o menino procura com urgncia 
 algum de outra galxia 
 para trocarem selos, figurinhas 
 e esperanas.
<R->

<R+>
Roseana Murray.
*Classificados poticos*. Belo Horizonte: Miguilim, 1984.
<R->

<147>
Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Observe a palavra boto em:
   s apertar um boto
  Qual  o sentido dessa palavra?
 2. Escreva uma frase em que a palavra boto aparea com um sentido
diferente do utilizado na atividade anterior.
 3. Com um colega, releia o poema. Qual  o sentido das palavras
correspondncia, galxia e urgncia? Se vocs no souberem, consultem
o dicionrio e, depois, conversem com o professor sobre como fizeram
a pesquisa.
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. Por que o menino quer se comunicar com outros planetas?
 2. Qual  o problema da Terra apresentado pelo poema?
 3. Nos ltimos versos, o menino tem um desejo. Que desejo  esse?
<R->

<148>
Ateno  fala e  escrita

  Leia a palavra galxia em voz alta. Observe a pronncia do x. Agora, o
professor vai ler as palavras txi e boxe. Oua com ateno.
<R+>
 1. O que voc percebeu no modo como o professor pronunciou o x
nessas palavras?
 2. Pesquise outras palavras escritas com x e observe seu som.
<R->

<149>
Trabalhando a oralidade

  Agora, leia as legendas de algumas fotografias e converse com a classe sobre o que o
homem est fazendo com o ambiente.
<R+>
 1) Lixo acumulado no Rio Pinheiros, So Paulo (SP), 1999.
 2) Praia do litoral sul de So Paulo (SP), 1996.
 3) Queimada em Alta Floresta (MT), 2002.
 4) Chamins do Plo Industrial de Cubato, So Paulo (SP), 1998.
<R->

<150>
<R+>
 1. Que problemas as fotografias revelam? Organize um debate para
discuti-los e propor formas de cuidar do meio ambiente.
Voc pode convidar um professor de Cincias da sua escola para este
debate. Anote as sugestes do convidado para a
preservao da natureza.

 2. Conversem sobre como vocs podem ajudar a cuidar...
 a) da sala de aula onde estudam;
 b) do ptio e dos corredores da escola;
 c) do relacionamento com os colegas;
 d) da casa onde moram;
 e) das ruas do bairro.
<R->

Uma atividade diferente

  Plante uma rvore! O professor vai trazer uma muda de rvore para
plantar na escola. Em casa, pense em uma frase que voc gostaria de dizer
para a rvore e anote-a.
  No dia da atividade, vocs plantam a muda e depois cada um diz sua
frase. Bom trabalho!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Segunda Parte